Como sei se sou paciente de alto risco para desenvolver câncer de mama?
- Dra. Elisana Caires
- 23 de jul. de 2020
- 2 min de leitura

Estima-se que 75-80% dos casos de câncer de mama ocorrem em mulheres sem fatores de risco para doença. Mesmo assim, a identificação das pacientes de alto risco é valiosa, porque permite selecionar os casos que se beneficiam de intervenções e mudança nos métodos de rastreamento e hábitos de vida.
A avaliação do risco é feita através da análise criteriosa da história clínica pessoal e familiar, com consideração de testes genéticos.
Uma paciente será mais propensa a ter câncer de mama quando apresenta:
Menarca (1º menstruação) precoce;
Menopausa tardia;
1º gestação após 30 anos ou se nunca engravidou;
Ausência de amamentação;
Uso de reposição hormonal na pós-menopausa;
Densidade mamária elevada na pós-menopausa;
Obesidade na pós-menopausa;
Consumo constante de álcool (>2 taças/dia);
Mutação genética conhecida (como BRCA 1 e 2, p53, PTEN, ATM, PALB 2...);
Algum parente (avós, mãe, irmãs, tias) com câncer de mama diagnosticado antes dos 50 anos;
Casos de câncer de mama e de ovário em um único indivíduo;
Um parente diagnosticado com câncer de mama triplo-negativo;
Outros tipos de câncer na família além da mama, como próstata, melanoma, pâncreas, estômago, útero, tireoide, cólon, e/ou sarcomas;
Algum caso na família de câncer em ambas as mamas (bilateral);
Algum caso de câncer de mama em homem na família;
Tiver descendência de judeu Ashkenazi (Leste Europeu).
Baseado nesses dados, foram feitos modelos matemáticos com os quais podemos analisar quantitativamente o risco para câncer de mama, todos disponíveis na internet. Os modelos mais utilizados são:
Ø Gail: https://bcrisktool.cancer.gov/
Ø Claus: https://cyrillicsoftware.com/
Ø BRCAPRO: https://cyrillicsoftware.com/
Ø Tyer-Cuzik: https://ibis.ikonopedia.com/
Destes, o modelo mais completo é o Tyer-Cuzick, pois ele abrange uma maior quantidade de fatores de risco, com menor chance de subestimação.
A definição do risco é individual, e as mulheres classificadas como alto risco devem ser acompanhadas com mastologista e realizar um aconselhamento genético, com uma avaliação mais definitiva da sua vulnerabilidade. A partir daí é definida a sua estratégia de rastreamento, que é realizado de forma diferente da população em geral.






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